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Delírios, by Caco Galhardo



Categoria: Entretenimento
Escrito por Lello Lopes às 17h12
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Senhora dos Afogados

Estréia hoje, em São Paulo, mais uma versão de "Senhora dos Afogados", de Nelson Rodrigues. Esta foi a primeira peça dele que eu vi, há muito tempo, no Teatro Célia Helena. É uma sensacional mistura de drama, humor negro, crime, castigo, desejo, pecado e traição. Ou seja, um típico Nelson Rodrigues. Conta a história de uma filha que, por amor ao pai, não tem pudor em matar quem encontra pelo caminho, seja da família ou não.

Mas o melhor da peça é um comentário sobre a função das mãos no amor, que eu reproduzo aqui: "E porque não a castigas nas mãos? As mãos são mais culpadas no amor... Pecam mais... Acariciam... O seio é passivo, a boca apenas se deixa beijar... O ventre apenas se abandona... Mas as mãos, não... São quentes e macias... e rápidas... e sensíveis... Correm o corpo..."

Genial, não?

Serviço:
Quando:
sex. e sáb., às 21h, e dom., às 19h; até 27/7
Onde: teatro Sesc Anchieta (r. Dr. Vila Nova, 245, tel. 0/xx/11/3234-3000)
Quanto: R$ 5 a R$ 20



Categoria: Entretenimento
Escrito por Lello Lopes às 20h11
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Costelinha ao molho de vinho

A Carla e a Lu que me perdoem, mas hoje é a minha vez de colocar o pé na cozinha. Assim, vou dar a receita da minha especialidade, costelinha ao molho de vinho. Às favas com a falsa modéstia. Quem já provou sabe que é bom. E é fácil de fazer. Para isso, você vai precisar de 1 kg costelinha de porco, um litro de vinho tinto (vinho bom, nada de Chapinha), uma cebola, dois dentes de alho e outros temperos.

A preparação começa na véspera. Na noite anterior, coloque costelinha em uma travessa e jogue todo o vinho. Depois, corte a cebola, o alho, os temperos que você quiser (pimenta, orégano, manjericão, louro, açafrão, alecrim ou qualquer outra coisa que seu estoque e a sua coragem tiverem) e jogue em cima. Misture tudo, tentando deixar as costelinhas imersas no vinho. Coloque na geladeira e vá dormir, ou fazer outra coisa mais interessante.

Na manhã seguinte, dê uma mexida nas costelinhas, para que todas tenham o direito de ficarem molhadinhas. Na hora de assar, coloque as costelinhas no forno e jogue em cima um pouco do vinho em que elas ficaram embebidas. Cubra a fôrma com papel alumínio para não torrar a bagaça. Espere uma hora. Depois, tire o papel e deixe as costelinhas ganharem uma cor. Voilà, está pronto. É só servir. Um arrozinho básico e uma salada fazem um bom acompanhamento. Para beber, vinho, é claro. De sobremesa, sugiro sorvete de manjericão.

Quer ver o resultado disso e muito mais, clique aqui ou na costelinha aí de cima e veja as fotos da Páscoa.

 



Categoria: Cotidiano
Escrito por Lello Lopes às 01h27
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Diário de Pequim - O começo

Hoje foi acesa na cidade de Olímpia, a Grécia, a tocha olímpica. Com ela, começa oficialmente a contagem regressiva para os Jogos de Pequim. Serão 136 dias até que a chama acenda a pira no belíssimo Estádio Olímpico, ou Ninho de Pássaro. Se tudo der certo, estarei presente no local. Por isso, acho que hoje é um bom dia para começar o Diário de Pequim. Neste espaço vou contar causos no processo de preparação e de cobertura da Olimpíada. Espero que os fiéis leitores deste blog aproveitem tanto quanto eu. E enquanto os Jogos não começam, que tal dar uma clicadinha na foto e entrar no novo site de Olimpíada do UOL, também lançado hoje?



Categoria: Esportes
Escrito por Lello Lopes às 20h31
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Páscoa

- Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?
- Um presentão!



Categoria: Cotidiano
Escrito por Lello Lopes às 00h19
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Poesia

Poesia é um olhar cativante

Poesia é fazer contagem regressiva

Poesia é sonhar acordado o dia todo

Poesia é um almoço no estrangeiro

Poesia é a noite insone

Poesia é um abraço, um beijo e mãos dadas

Poesia é combinar camisa de time e luva cirúrgica

Poesia é aprender a fazer sorvete de manjericão

Poesia é se perder num passeio de carro

Poesia é uma coincidência quase sem querer

Poesia é sintonia e sincronismo

Poesia é uma vaca radioativa

Poesia é inventar nomes

Poesia é esquecer de tudo

Poesia é água que cai sem parar

Poesia é um sorriso sem fim

Poesia é a ‘completude’

Poesia é a certeza

Poesia é hoje, amanhã e sempre

Poesia somos eu e você



Categoria: Contos
Escrito por Lello Lopes às 21h15
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Foz do Iguaçu

Uma viagem inesquecível sempre traz fotos inesquecíveis. Para quem quiser ver, ou rever, o começo do resto de nossas vidas, é só clicar na foto ou aqui.



Categoria: Cotidiano
Escrito por Lello Lopes às 23h52
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A consulta

- Doutor, acho que estou doente.
- O que você está sentindo, meu filho?
- Ah, doutor, meu corpo está estranho. Minhas pernas tremem sem querer, sinto a boca seca, um frio na barriga...
- E você tem tido dificuldade para dormir?
- Tenho sim, doutor. Fico na cama, horas e horas, olhando para o teto. Com um aperto no coração.
- Deixa eu ver suas mãos. Ah, elas estão frias e suadas. Interessante.
- Ai meu Deus, o que será que eu tenho?
- Tenho um palpite. Mas preciso fazer mais algumas perguntas. Você sente falta de ar?
- Muita doutor, muita.
- E uma angústia infinita?
- Angústia demais. Como se o mundo fosse acabar em cinco minutos. Como se minha vida toda dependesse de uma escolha que eu não tenho como fazer. Como se um buraco-negro me engolisse. Como um caldeirão em chamas. Uma angústia que não consigo descrever.
- Então já sei o diagnóstico.
- Ai meu Deus, é grave? É de morte?
- Calma, não se preocupe. Você só está apaixonado.
- Como assim apaixonado? Isso é impossível.
- Não, não é. Todos os sintomas que você me descreveu são sintomas de paixão.
- Mas não pode ser. A paixão não é que nem caxumba, que quando se pega uma vez não se pega mais?
- Não, meu filho. A paixão é como a gripe. Por mais que você se imunize, ela vai te pegar várias e várias vezes na vida. Às vezes o nosso organismo cria anticorpos que afastam esse vírus por muitos anos. Outras, o corpo está tão debilitado que a paixão oportunista aparece e se instala mês a mês, dia a dia. Conheço casos de gente que chegou a pegar dois ou três vírus diferentes de paixão ao mesmo tempo.
- Ai doutor, faz tanto tempo que eu não pego paixão que eu nem me lembro mais do que é isso. Da última vez foi tão forte que eu pensei que fosse morrer. Por isso jurei pra mim mesmo que nunca mais ia deixar isso me pegar. Tomei todos os cuidados, evitei ao máximo me expor a esse risco. Mas acho que falhei.
- Não, você não falhou. O vírus é poderosíssimo. Se esconde onde você menos espera. Qualquer um corre o risco de pegá-lo.
- E agora, o que eu faço?
- Na verdade agora não tem muito a fazer. Eu aconselho os meus pacientes a tratarem o vírus com entrega, seriedade e diversão. E cama, muita cama, é claro.
- Doutor, estou com medo. Da última vez o vírus demorou quatro anos para ir embora. E quando foi deixou uma ferida profunda no coração.
- Você não deve ter tratado a doença com cuidado. Seja mais cuidadoso agora. Tente lembrar do que fez de errado na última vez em que esteve de paixão. Talvez a entrega não tenha sido boa. Talvez tenha faltado cama. Como não era o seu médico na época, não posso dizer se o tratamento foi adequado ou não. Mesmo porque existem milhões de vírus diferentes de paixão. E alguns deles, apesar de toda a evolução da ciência nos últimos anos, vão acabar te machucando de alguma maneira. Por isso, é importante não descuidar do tratamento. Tome o que eu prescrevi. Se por um acaso o tratamento não der resultado, volte a me procurar.
- Obrigado doutor. Espero que desta vez dê tudo certo.
- Vai dar certo, meu filho. Vai dar certo.

(Publicado originalmente em 21/06/04, mas que só agora faz sentido)



Categoria: Contos
Escrito por Lello Lopes às 23h58
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As cataratas



Categoria: Entretenimento
Escrito por Lello Lopes às 21h30
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Guitar Heroe

Já é sabido que o Guitar Hero é um dos jogos mais legais que existem. Mas o que fazer se você não tem um Playstation? Simples, use a internet. Tudo bem, o jogo é tosco, não tem a guitarrinha e ataca a tendinite. Mas dá para se divertir. Quer brincar? Pergunte-me como. Ou clique aqui.



Categoria: Entretenimento
Escrito por Lello Lopes às 23h32
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Contagem regressiva

Falta pouco para o começo do resto das nossas vidas...



Categoria: Cotidiano
Escrito por Lello Lopes às 12h57
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