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    Bebê Diabo


    Lello usa cueca da mãe do Pedro e se sagra tricampeão mundial

    Da UOL
    Em São Paulo

     

    O Uruguai de 30 virou a Itália de 82. Depois de mais de um ano, Lello Lopes voltou a ganhar uma etapa do World Poker Fifa Championship (WPFC). Na última sexta-feira, o Boina mostrou que o bicampeonato nas duas primeiras etapas do Mundial não foi conquistado por acaso e, de forma brilhante, ganhou o seu terceiro título da competição.

     

    Lello jogou com bastante consistência. Depois de um início morno, o Boina aproveitou o bom momento nos grandes potes e, com a cueca da mãe do Pedro como trunfo, superou o favoritismo de Rodrigo Flores e Roque Santa Cruz e levou de novo para casa o Troféu Agepê. Roque terminou a etapa em segundo lugar, seguido pelo anfitrião Pedro Cirne.

     

    Com o título, Lello volta ao topo da galeria de campeões do WPFC. Ele, ao lado de Flores, tem três campeonatos no currículo. Roque vem em seguida, com dois títulos. Pedro Cirne, Francisco

     

    “Este título é para calar a boca de todos os críticos. Antes de falar besteira, o Zé Ruela tem que ganhar alguma coisa. E, como eu sempre digo, não vejo ninguém na minha frente”, comemorou o tricampeão.

     

    A etapa de outubro do Mundial de Pôquer foi novamente disputada no Monumental da Pompéia. Ao som de Enya, já que o CD do Agepê não estava no recinto, o campeonato começou com oito participantes: Lello Lopes, Roque Santa Cruz, Rodrigo Flores, Pedro Cirne, Pedro Marques, Renato Rodrigues, Francisco Madureira e Daniel Pinheiro.

     

    Com boas mãos, Pinheirão logo assumiu a liderança do Mundial. Cavalo paraguaio, é claro, que não chegou a assustar os outros participantes da mesa. Enquanto isso, Roque, Lello e Cirne acumulavam algumas fichas, enquanto Flores, Marques e Sharpen viam as suas divisas diminuírem.

     

    Uma disputa ficha a ficha entre Lello e Sharpen foi o melhor momento das primeiras horas de torneio, apesar do broxante empate com flush.

     

    O primeiro a sair da mesa foi Madu, o pai do ano. Em seu lugar entrou Léo Mansell, que prometia alcançar o topo do Mundial logo em sua terceira participação. E as apostas começaram a ficar mais movimentadas. Assim, Pinheirão perdeu fichas e Roque, com dois colors e uma seqüência, assumiu uma folgada liderança.


    Então aconteceu o fato que mudou o panorama do Mundial. Após um movimento atabalhoado de Sharpen, que derrubou a cerveja no chão, entrou na sala a cueca da mãe do Pedro. Lello usou o trapo imundo para tirar a concentração dos rivais e se cacifou para conquistar o título.

     

    Pedro Marques, mais entretido com o pisco do que com as cartas, foi o primeiro jogador eliminado da noite. Logo em seguida foi a vez de Sharpen ir embora. “Toda vez acontece a mesma coisa. Eu passo a semana inteira pensando no pôquer para acontecer isso”, reclamou Sharpen.

     

    Com a saída de Renato Rodrigues, o pôquer virou um jogo só para homens. Os blinds aumentaram para duas fichas e Lello começou a sua reação. Discreto, ele angariou fundos para poder arriscar tudo no final da etapa.

    E foi o que aconteceu. Com os blinds a impressionantes três fichas, Lello partiu para o ataque, enquanto o seu principal concorrente, Roque Santa Cruz, se acovardou na defesa. A tática deu resultado. E, após duas vitórias retumbantes sobre Léo Mansell, Lello conseguiu assegurar o título.

     

    Premiações

    Troféu Agepê: Lello Lopes

    Troféu Sharpada: Flores, por não saber que tinha uma seqüência nas mãos

    Troféu Ursinhos Carinhosos: Pinheirão, por querer um abraço de Cirne

    Troféu Costinha: Lello, pela história da cueca da mãe do Pedro

    Troféu Feirante: Madu, por jogar como uma jaca gay, resolver o pepino do Mônaco e trazer os limões

    Troféu Haroldo Ceasa: Pedro Marques, sempre ponta firme

    Troféu Chupa Sharpen: Sharpen, pelo conjunto da obra

    Troféu Jeremias: Pedro Marques, por mostrar o cofrinho na hora de dormir

    Troféu Linda Lovelace: Leo Mansell, por gargantear antes do Mundial

    Troféu Celso Roth: Roque, por jogar na retranca e perder o jogo

    Troféu Alex Atala: Madu e Marques, por levarem um saco Bonzo de Doritos

    Troféu Godzilla: Flores, por derrubar a mesa e o Cirne



    Categoria: Esportes
    Escrito por Lello Lopes às 19h56
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    Um pouco de Neruda

    Nestes dias em que o cansaço e a total inépcia para escrever sobressaem, vai um pouco de Neruda. (De Cem Sonetos de Amor)

    XXV

    Antes de amar-te, amor, nada era meu:
    vacilei pelas ruas e as coisas:
    nada contava nem tinha nome:
    o mundo era do ar que esperava.
    E conheci salões cinzentos,
    túneis habitados pela lua,
    hangares cruéis que se despediam,
    perguntas que insistiam na areia.
    Tudo estava vazio, morto e mudo,
    caído, abandonado e decaído,
    tudo era inalienavelmente alheio,
    tudo era dos outros e de ninguém,
    até que tua beleza e tua pobreza
    de dádivas encheram o outono.



    Categoria: Cotidiano
    Escrito por Lello Lopes às 20h21
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