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    Miniconto: Mudança de vida

    Com medo da gripe suína, virou vegetariano.



    Categoria: Contos
    Escrito por Lello Lopes às 00h21
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    Vou para Marte

    Vou para Marte. Acabei de incluir o meu nome na lista que será inserida em um microchip que acompanhará o robô Mars Science Laboratory em sua expedição ao Planeta Vermelho em 2011.

     

    Na verdade, isso faz parte de uma ação da Nasa. Quase 120 mil pessoas já se cadastraram. E o país que lidera a lista é o Brasil, seguido de Estados Unidos e Canadá.

     

    Para ter o seu nome incluído no microchip, basta se cadastrar no site da missão para Marte. Você recebe até mesmo um certificado de que está entrando para a história.

     

    Só não ficou claro o que os marcianos vão fazer com os dados (piada fraca detected).

     

     

    P.S.: A dica eu peguei no blog Xis-Xis



    Categoria: Cotidiano
    Escrito por Lello Lopes às 20h43
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    Miniconto: Sábado à noite

    Com você, o céu tem gosto de martini.



    Categoria: Contos
    Escrito por Lello Lopes às 20h27
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    Quando brigar é divertido

    A briga entre o Diego Souza e o Domingos no jogo Palmeiras x Santos no último sábado foi a mais divertida dos últimos tempos. Acho que desde a embaixadinha do Edílson na final do Paulistão de 1999 não acontecia uma pancadaria entre jogadores tão legal.

     

    Vou deixar a hipocrisia para os comentaristas de TV. Briga de jogadores em campo é engraçado. O povo adora ver uma confusão. É como se toda a revolta pela boçalidade cotidiana aflorasse ali no descontrole do outro. E os instintos reprimidos pudessem, de certa forma, serem extravasados.

     

    Isso é bem diferente do que fazem os marginais uniformizados que marcam emboscadas contra os rivais, ou dos pitboys que acham que exibição de força física é um afrodisíaco. Ou da violência que impera silenciosa nos lares do país. Ou da opressão moral a que muitos são submetidos dia após dias após dia.

     

    Mas quando dois marmanjos mais ou menos esclarecidos começam a trocar sopapos diante das câmeras e em frente de milhares de pessoas passa a ser cômico. Afinal, fica evidente a linha tênue entre o autocontrole e o ridículo. E é quase um alívio perceber que quem está sob os holofotes não é você.

     



    Categoria: Esportes
    Escrito por Lello Lopes às 20h29
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    Dez anos de profissão, estúpido

    Há exatamente dez anos eu me tornava um Estúpido. Foi quando entrei na acanhada sala do Núcleo de Internet da Gazeta Esportiva para o meu primeiro dia de trabalho. Depois de dois anos e meio de faculdade, finalmente eu começaria a sentir o que de fato era o jornalismo.

     

    O caminho não foi fácil. Arrumei uma briga feia em casa porque larguei um emprego registrado com salário de 700 e poucos reais, cesta básica e vale refeição para ganhar apenas a bolsa da faculdade. Mas sabia que era a decisão certa a tomar. E tinha razão.

     

    Para ter alguma renda, fiquei alguns meses ajudando a produzir o Jornal do Dia. Além disso, fiz um freela no Zoyd e até vendi livros na faculdade.

     

    Quando comecei, não conhecia nada de nada. A Internet era uma completa estranha, apesar de ter feito colegial técnico em processamento de dados (estou velho, na época o boom da internet não tinha acontecido).

     

    Mas, com a imensa colaboração dos meus mentores Gera e Cida, logo peguei o jeito da coisa. E comecei a me aventurar em escrever textos e produzir reportagens.

     

    Na época, o Núcleo era uma célula à parte do jornal, com um espírito bem amador (no bom sentido da palavra). Isso rendeu boas histórias, lembradas até hoje, como os balões em Artur Nogueira, o hacker na página do Palmeiras, a estagiária do mês, o gif do careteca ou a colcha de retalhos do Pan de Winnipeg. Bons tempos.

     

    Foi lá que entrei para os Estúpidos, grupo de amigos formado por André Marmota, Adilson Fuzo, Luiz El Loco Fagundes, Fernando Narazaki, Marcelo Sakate, Fernando Pratti, Leandro Rodriguez e Max, entre outros.

     

    Com os Estúpidos, criamos tradições como a Taça Elaine Foster e o Churrasco de Sexta-Feira Santa, além de incontáveis jantares perdulários e conversas madrugadas a dentro.

     

    O tempo passou, eu arrumei um estágio no Diário Popular e depois uma vaga no UOL. De lá para cá foram diversos finais de semana de plantão, três Olimpíadas (uma in loco), duas Copas do Mundo, algumas excelentes viagens e muitas histórias. Acho que um bom currículo nestas Bodas de  Estanho.

     

    PS: Na foto, estou entrevistando o Gustavo em Hiroshima durante o Mundial de vôlei de 2006. Infelizmente não lembro quem foi o autor da foto



    Categoria: Cotidiano
    Escrito por Lello Lopes às 01h48
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    Miniconto: O beijo

    Fechou os olhos, abriu a boca e ganhou o mundo.

    PS.: Esse miniconto serve para homenagear todos os beijoqueiros neste 13 de abril, o Dia do Beijo



    Categoria: Contos
    Escrito por Lello Lopes às 23h53
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    BBB9: a vitória do machismo


    Foto: Globo/Divulgação

    Tenho a ideia de criar um blog chamado ‘A Pauta Caiu’, pra usar todas aquelas matérias que são jogadas no lixo depois de um gol no último minuto ou de uma surpresa na partida final. Se ele já existisse, com certeza teria lugar para o post que deveria ocupar esse espaço.

     

    Estava escrevendo justamente sobre a vitória da Priscila no BBB9, que seria a primeira de uma gostosa no reality show, quebrando um histórico que a meu ver é relacionado ao machismo da sociedade brasileira.

     

    As pesquisas indicavam que a jornalista ganharia de lavada, com quase o dobro de votos do segundo colocado. Mas no final das contas quem faturou o milhão foi o Max, com uma vantagem de 0,24 ponto percentual sobre a Priscila.

     

    A questão nem é se o Max merecia ou não o prêmio, ou se existe ou não maracutaia. Acho até que entre os ganhadores de todas as edições do BBB ele é um dos mais carismáticos e cultos (duvido que muitos outros saberiam, por exemplo, que antes do BBB o Pedro Bial era um repórter fodástico, que tinha no currículo a emblemática cobertura da queda do Muro de Berlim).

     

    O problema é que, mais uma vez, o machismo da sociedade brasileira aparece travestido de sabedoria popular. Tenho certeza que a Priscila não ganhou porque é gostosa. Tenho a teoria de que até hoje nenhuma gostosa venceu o BBB por dois motivos: as mulheres eliminam as gostosas por ciúme ou despeito, enquanto os homens as eliminam para vê-las mais rápido na Playboy ou porque elas são apenas objetos de admiração.

     

    As duas únicas gostosas que tinham chegado perto do título eram bem diferentes da Priscila. A Grazi, vice-campeã do BBB5, e a Mariana Felício, segunda colocada no BBB6, conquistaram a simpatia do público por serem recatadas. Perderam para dois estereótipos: o homossexual perseguido, no primeiro caso, e a pobre, no segundo.

     

    Já a Priscila é lasciva. No programa todo abusou da sensualidade, ficando numa linha tênue com o vulgar. E em nenhum momento se escondeu num falso moralismo. Como se dissesse “sou gostosa, e daí? Tem algum problema nisso?”

     

    Ao mesmo tempo, mostrou aquilo que o povo adora ver na TV: fidelidade aos amigos, coragem, perseverança. Isso a levou até a final. Mas no momento decisivo, o fato de ser gostosa pesou contra. Ganhou a única coisa que mulher gostosa ganha neste país: um belo nabo (com o perdão da palavra).

     

    Sorte do Max. Que aproveite bem o milhão conquistado. E para a Priscila resta sempre a solução de ganhar dinheiro expondo o corpo em revistas masculinas ou, se for um pouquinho mais ousada, em filmes de sacanagem. Para a felicidade geral da nação.



    Categoria: Entretenimento
    Escrito por Lello Lopes às 00h23
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    Listas - 5 músicas que tocam no meu ipod

    Aqui vai uma nova lista. Desta vez, cinco músicas em idiomas diferentes que, de uma forma ou de outra, foram parar no meu ipod.

    1 – Tente Outra Vez – Raul Seixas

    Ah, antes que alguém grite ‘toca Raul’, aqui vai. E uma curiosidade. O Raul Seixas morreu em um apartamento a duas quadras aqui de casa. Hoje o prédio abriga uma unidade do Etapa.

     

    2 – In Bloom – Nirvana

    Escolher uma em inglês foi difícil. Optei pelo melhor disco (nossa, que velho) que eu tenho no Ipod. E como Smells Like Teen Spirit eu já tinha colocado aqui, vai esse clipe divertido de In Bloom.

     

    3 – Strani Amore – Renato Russo

    Eu sei que Equilíbrio Distante é um CD muito bicha. O clipe de Strani Amore, então, praticamente ovula. Mas o Renato Russo cantando em italiano é sensacional. Ele consegue deixar as músicas menos bregas. E tem dias que a gente precisa ouvir música brega fantasiada de outra coisa.

     

    4 – Quelqu’un m’a dit – Carla Bruni

    Conhecia a Carla Bruni antes dela virar a senhora Sarkozy. Essa música era trilha sonora de uma novela, acho que Mulheres Apaixonadas, e acabou tocando em uma das aulas de francês. Quando fui para Paris pela primeira vez comprei o CD.

     

     

     5 – Obsesión – Aventura

    Bom, essa faz parte da trilha sonora de Perdidos na Europa. Agora não lembro se a gente ouviu em uma balada em Madri ou se entrou na trilha por algum outro motivo. De qualquer forma, é bem divertida. Ah, e para quem não sabe, o Aventura é um grupo argentino que toca música da República Dominicana.



    Categoria: Listas
    Escrito por Lello Lopes às 14h28
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    Miniconto: Brasil-sil-sil

    A esperança venceu o medo. A realidade matou a esperança.



    Categoria: Contos
    Escrito por Lello Lopes às 23h56
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