Santo Domingo, Atenas, Porto, Lisboa, Madri, Barcelona, Paris, Veneza, Roma, Polignano a Mare, Caracas, Paris, Belgrado, Viena, Amsterdã, Berlim, Munique, Buenos Aires, Kobe, Osaka, Fukuoka, Hiroshima, Tóquio, Amsterdã, Copenhague, Estocolmo, Praga, Atenas, Paris, Colônia, Puerto Iguazú. Há exatamente cinco anos esse roteiro começava a ser traçado. E, a partir de amanhã, se tudo der certo, mais uma cidade entrará na lista: Pequim. Bon voyage.
Por problemas técnicos, a atualização deste blog está mais lerda do que o normal. Assim que a situação for restabelecida, posts novos surgirão. Obrigado pela atenção.
O Bebê Diabo está de volta. Depois de um pausa de duas semanas, por uma excelente e apaixonante causa, eis que surge um novo post, em homenagem a um dos maiores ícones dos anos 80: Kátia, a cantora cega. Apadrinhada de Roberto Carlos, ela fez certo barulho com o sucesso romântico-brega Qualquer Jeito, mais conhecido como Não Está Sendo Fácil. (E realmente não está sendo fácil). Para quem não lembra, segue o clipe e a letra da música, de autoria da dupla Roberto e Erasmo.
Todo dia, ao amanhecer, quanto mais tento te esquecer, mais me lembro, não tem jeito.
Desde quando eu te conheci, nunca mais te tirei daqui, do meu peito. De que jeito?
Não está sendo fácil, não está sendo fácil. Não está sendo fácil viver assim. Você está grudado em mim.
Quando tento me divertir, nos lugares que eu quero ir, você sempre está. De algum jeito está.
Eu te encontro em qualquer canção, você vive em meu coração e eu aceito. Não tem jeito.
Não está sendo fácil, não está sendo fácil. Não está sendo fácil viver assim. Você está grudado em mim.
Se você ainda quiser voltar, não demore, eu não sei ficar desse jeito. Não tem jeito.
Não precisa nem me avisar, basta, apenas, você chegar do seu jeito. Qualquer jeito.
Não está sendo fácil, não está sendo fácil. Não está sendo fácil viver assim. Você está grudado em mim.
Esse blog anda muito mal-educado, deixando os poucos -mas fiéis- visitantes sem resposta. É por isso que, a partir de hoje, eu me proponho a responder os comentários na própria caixa de comentários. É isso!
Diz o politicamente correto que a gente não pode rir das desgraças dos
outros. Mas como o politicamente correto é uma das maiores pragas modernas, vou
aproveitar este humilde espaço para repercutir um pouco a fantástica história do
padre voador. Não, não estou falando do jesuíta Bartolomeu de Gusmão, que em
1709 criou a passarola, uma espécie de percursora dos balões de ar quente que é
considerada a primeira aeronave a efetuar um vôo. Estou falando do padre Adelir
de Carli.
Para quem esteve em coma ou em Marte na última semana, vai um resumo da
história. No dia 20 de abril o padre Adelir de Carli, de 41 anos, tentou
uma proeza: passar 20 horas no ar pendurado por cerca de mil balões de gás
hélio. O objetivo: bater o recorde mundial (é sempre isso) e, de quebra,
angariar fiéis. Mas as coisas, para variar, deram errado. Apesar do aviso de que
o mau tempo poderia colocar tudo a perder, o intrépido padre decidiu partir para
o céu. O resultado foi que os balões o levaram em direção ao mar. O
problema poderia ter sido contornado se o padre soubesse usar o GPS que
carregava.
Sem conseguir controlar os balões, o aventureiro rumou em direção ao
mar. Depois de dias de busca, alguns balões foram encontrados a 50
quilômetros da costa. Do padre, nem sinal. Enquanto isso, a história se tornou
uma febre na Internet. Até mesmo um blog foi criado para
contar o causo, colocando o padre na ilha de Lost. Uma outra campanha é
para que a história entre na disputa do Darwin Awards (aquele prêmio que é
concedido à morte mais estúpida do ano). Até mesmo um encontro do padre com a
Turma do Balão Mágico foi produzido no Youtube.
Eu sei que a história é trágica, mas, convenhamos, não deixa de ser
engraçada. E prova que cada um de nós é mesmo responsável pelas besteiras que
faz na vida.
No final de semana passado, precisamente do dia 12 de abril, uma pessoa muito especial fez aniversário. E quem ganhou presentes fui eu. Ganhei um beijo de boas-vindas depois de 13 horas de viagem. Ganhei alguns cafés-da-manhã feitos com muito amor e carinho. Ganhei conversas despreocupadas na rede e no sofá. Ganhei uma sessão de Star Wars no meio da tarde. Ganhei sopa e vinho com amigos à noite. Ganhei um lombinho grelhado no George e um macarrão maravilhoso. Ganhei um passeio turístico na feira e outro para compras perdulárias. Ganhei incontáveis sorrisos, daqueles que me cativam tanto. E, principalmente, ganhei ainda mais certeza de que este é mesmo o caminho certo.
Por isso, agora é minha hora de retribuir. Assim, uso as palavras da Edith Piaf para falar de você (é só trocar homme por femme, ok?).
La vie en rose (Edith Piaf)
Des yeux qui font baiser les miens, Un rire qui se perd sur sa bouche, Voila le portrait sans retouche De l'homme auquel j'appartiens
Quand il me prend dans ses bras Il me parle tout bas, Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour, Des mots de tous les jours, Et ça me fait quelque chose.
Il est entre dans mon coeur Une part de bonheur Dont je connais la cause.
C'est lui pour moi. Moi pour lui Dans la vie, Il me l'a dit, l'a jure pour la vie.
Et des que je l'aperçois Alors je sens en moi Mon coeur qui bat
Des nuits d'amour a ne plus en finir Un grand bonheur qui prend sa place Des enuis des chagrins, des phases Heureux, heureux a en mourir.
Quand il me prend dans ses bras Il me parle tout bas, Je vois la vie en rose.
Il me dit des mots d'amour, Des mots de tous les jours, Et ca me fait quelque chose.
Il est entre dans mon coeur Une part de bonheur Dont je connais la cause.
C'est toi pour moi. Moi pour toi Dans la vie, Il me l'a dit, l'a jure pour la vie.
Et des que je l'aperçois Alors je sens en moi Mon coeur qui bat
Quando a
gente conversa Contando casos, besteiras Tanta coisa em comum Deixando
escapar segredos E eu não sei que hora dizer Me dá um medo, que
medo
É que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem
engano É, eu preciso dizer que eu te amo Tanto
E até o tempo passa
arrastado Só pra eu ficar do teu lado Você me chora dores de outro
amor Se abre e acaba comigo E nessa novela eu não quero Ser teu
amigo
É que eu preciso dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem
engano É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto
Eu já nem sei se eu tô
misturando Eu perco o sono Lembrando em cada riso teu Qualquer
bandeira Fechando e abrindo a geladeira A noite inteira
Eu preciso
dizer que eu te amo Te ganhar ou perder sem engano Eu preciso dizer que eu
te amo, tanto
Hoje é dia do jornalista. Temos muito a comemorar. Os altos salários, as ótimas condições de trabalho, as muitas oportunidades de emprego. Comemorar momentos brilhantes da profissião, como a exemplar cobertura do caso Isabella, como bem observou o Marmota. Por isso, desejo os parabéns a todos nós. E se você conhecer um jornalista, pode mandar um cartão comemorativo. Aliás, olhando bem a foto, ele não parece o policial daquele jogo do Atari Keystone Kapers (que eu chamava de ladrãozinho e odiava porque não conseguia pular os malditos carrinhos de supermercado).
A Carla e a Lu que me perdoem, mas hoje é a minha vez de colocar o pé na cozinha. Assim, vou dar a receita da minha especialidade, costelinha ao molho de vinho. Às favas com a falsa modéstia. Quem já provou sabe que é bom. E é fácil de fazer. Para isso, você vai precisar de 1 kg costelinha de porco, um litro de vinho tinto (vinho bom, nada de Chapinha), uma cebola, dois dentes de alho e outros temperos.
A preparação começa na véspera. Na noite anterior, coloque costelinha em uma travessa e jogue todo o vinho. Depois, corte a cebola, o alho, os temperos que você quiser (pimenta, orégano, manjericão, louro, açafrão, alecrim ou qualquer outra coisa que seu estoque e a sua coragem tiverem) e jogue em cima. Misture tudo, tentando deixar as costelinhas imersas no vinho. Coloque na geladeira e vá dormir, ou fazer outra coisa mais interessante.
Na manhã seguinte, dê uma mexida nas costelinhas, para que todas tenham o direito de ficarem molhadinhas. Na hora de assar, coloque as costelinhas no forno e jogue em cima um pouco do vinho em que elas ficaram embebidas. Cubra a fôrma com papel alumínio para não torrar a bagaça. Espere uma hora. Depois, tire o papel e deixe as costelinhas ganharem uma cor. Voilà, está pronto. É só servir. Um arrozinho básico e uma salada fazem um bom acompanhamento. Para beber, vinho, é claro. De sobremesa, sugiro sorvete de manjericão.
Quer ver o resultado disso e muito mais, clique aqui ou na costelinha aí de cima e veja as fotos da Páscoa.
Uma viagem inesquecível sempre traz fotos inesquecíveis. Para quem quiser ver, ou rever, o começo do resto de nossas vidas, é só clicar na foto ou aqui.