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La vita è adesso

As boas coisas da vida aparecem assim, do nada. São gestos, palavras, beijos, abraços, sorrisos. E tudo incrivelmente muda. Tudo passa a fazer sentido. Em cores e ao vivo, um espetáculo para o distinto público.

As boas coisas da vida acontecem num sábado à noite, depois de um dia cansativo de trabalho cansativo. E num instante uma corrida desembestada para o outro lado da cidade passa a ser a única coisa que importa. Cada minuto conta. E conta mesmo, neste oceano de saudade irracional.

As boas coisas da vida nos transformam. E a vontade imensa de transformar dois em um brota do fundo do peito e se concretiza, mesmo que seja por pouco tempo (mas na verdade é pra sempre).  

As boas coisas da vida lavam a alma. Literalmente. E a chuva é a bênção necessária para limpar os problemas e as preocupações. Felicidade em estado bruto, para a inveja de quem fica encolhido sob as marquises.

As boas coisas da vida chegam no tempo certo. E Deus ilumine aqueles que conseguem enxergar isso. Porque, acima de tudo, a vida é agora.

 



Escrito por Lello Lopes às 01h33
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2008

 

2008 foi um ano excelente. Poderia falar isso pela viagem à China para cobrir as Olimpíadas, pela saúde ter se mostrado forte na maior parte do tempo (apesar da gastrite), pelos amigos que estiveram sempre do lado ou por ter descoberto coisas ótimas como o Magic.

Mas 2008 foi especial por outro motivo.  Um passeio casual pela Liberdade em janeiro mudou toda a vida. Serendipity. E o ano foi feito de sonhos, planos, viagens e muito amor.

2008 foi um ano inesquecível. O primeiro de muitos.

 



Escrito por Lello Lopes às 21h55
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Um pouco de Neruda

Nestes dias em que o cansaço e a total inépcia para escrever sobressaem, vai um pouco de Neruda. (De Cem Sonetos de Amor)

XXV

Antes de amar-te, amor, nada era meu:
vacilei pelas ruas e as coisas:
nada contava nem tinha nome:
o mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
túneis habitados pela lua,
hangares cruéis que se despediam,
perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
caído, abandonado e decaído,
tudo era inalienavelmente alheio,
tudo era dos outros e de ninguém,
até que tua beleza e tua pobreza
de dádivas encheram o outono.



Escrito por Lello Lopes às 20h21
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Independência ou morte!

Hoje o Brasil comemora a sua independência. Então vai uma música que mostra o país livre e independente onde vivemos.



Escrito por Lello Lopes às 13h22
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Roteiro de viagem

Santo Domingo, Atenas, Porto, Lisboa, Madri, Barcelona, Paris, Veneza, Roma, Polignano a Mare, Caracas, Paris, Belgrado, Viena, Amsterdã, Berlim, Munique, Buenos Aires, Kobe, Osaka, Fukuoka, Hiroshima, Tóquio, Amsterdã, Copenhague, Estocolmo, Praga, Atenas, Paris, Colônia, Puerto Iguazú. Há exatamente cinco anos esse roteiro começava a ser traçado. E, a partir de amanhã, se tudo der certo, mais uma cidade entrará na lista: Pequim. Bon voyage.



Escrito por Lello Lopes às 13h01
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Modernidade

Agora também no twitter: http://twitter.com/lellolopes



Escrito por Lello Lopes às 23h55
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Aviso aos navegantes

Por problemas técnicos, a atualização deste blog está mais lerda do que o normal. Assim que a situação for restabelecida, posts novos surgirão.
Obrigado pela atenção.



Escrito por Lello Lopes às 22h08
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Qualquer jeito

O Bebê Diabo está de volta. Depois de um pausa de duas semanas, por uma excelente e apaixonante causa, eis que surge um novo post, em homenagem a um dos maiores ícones dos anos 80: Kátia, a cantora cega.  Apadrinhada de Roberto Carlos, ela fez certo barulho com o sucesso romântico-brega Qualquer Jeito, mais conhecido como Não Está Sendo Fácil. (E realmente não está sendo fácil). Para quem não lembra, segue o clipe e a letra da música, de autoria da dupla Roberto e Erasmo.

Todo dia, ao amanhecer,
quanto mais tento te esquecer,
mais me lembro,
não tem jeito.

Desde quando eu te conheci,
nunca mais te tirei daqui,
do meu peito.
De que jeito?

Não está sendo fácil,
não está sendo fácil.
Não está sendo fácil viver assim.
Você está grudado em mim.

Quando tento me divertir,
nos lugares que eu quero ir,
você sempre está.
De algum jeito está.

Eu te encontro em qualquer canção,
você vive em meu coração
e eu aceito.
Não tem jeito.

Não está sendo fácil,
não está sendo fácil.
Não está sendo fácil viver assim.
Você está grudado em mim.

Se você ainda quiser voltar,
não demore, eu não sei ficar
desse jeito.
Não tem jeito.

Não precisa nem me avisar,
basta, apenas, você chegar
do seu jeito.
Qualquer jeito.

Não está sendo fácil,
não está sendo fácil.
Não está sendo fácil viver assim.
Você está grudado em mim.



Escrito por Lello Lopes às 23h56
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Bons modos

Esse blog anda muito mal-educado, deixando os poucos -mas fiéis- visitantes sem resposta. É por isso que, a partir de hoje, eu me proponho a responder os comentários na própria caixa de comentários. É isso!



Escrito por Lello Lopes às 01h53
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As incríveis peripécias do padre voador

Diz o politicamente correto que a gente não pode rir das desgraças dos outros. Mas como o politicamente correto é uma das maiores pragas modernas, vou aproveitar este humilde espaço para repercutir um pouco a fantástica história do padre voador. Não, não estou falando do jesuíta Bartolomeu de Gusmão, que em 1709 criou a passarola, uma espécie de percursora dos balões de ar quente que é considerada a primeira aeronave a efetuar um vôo. Estou falando do padre Adelir de Carli.

Para quem esteve em coma ou em Marte na última semana, vai um resumo da história. No dia 20 de abril o padre Adelir de Carli, de 41 anos, tentou uma proeza: passar 20 horas no ar pendurado por cerca de mil balões de gás hélio. O objetivo: bater o recorde mundial (é sempre isso) e, de quebra, angariar fiéis. Mas as coisas, para variar, deram errado. Apesar do aviso de que o mau tempo poderia colocar tudo a perder, o intrépido padre decidiu partir para o céu. O resultado foi que os balões o levaram em direção ao mar. O problema poderia ter sido contornado se o padre soubesse usar o GPS que carregava.

Sem conseguir controlar os balões, o aventureiro rumou em direção ao mar. Depois de dias de busca, alguns balões foram encontrados a 50 quilômetros da costa. Do padre, nem sinal. Enquanto isso, a história se tornou uma febre na Internet. Até mesmo um blog foi criado para contar o causo, colocando o padre na ilha de Lost.  Uma outra campanha é para que a história entre na disputa do Darwin Awards (aquele prêmio que é concedido à morte mais estúpida do ano). Até mesmo um encontro do padre com a Turma do Balão Mágico foi produzido no Youtube.

Eu sei que a história é trágica, mas, convenhamos, não deixa de ser engraçada. E prova que cada um de nós é mesmo responsável pelas besteiras que faz na vida.



Escrito por Lello Lopes às 12h46
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La vie en rose

No final de semana passado, precisamente do dia 12 de abril, uma pessoa muito especial fez aniversário. E quem ganhou presentes fui eu. Ganhei um beijo de boas-vindas depois de 13 horas de viagem. Ganhei alguns cafés-da-manhã feitos com muito amor e carinho. Ganhei conversas despreocupadas na rede e no sofá. Ganhei uma sessão de Star Wars no meio da tarde. Ganhei sopa e vinho com amigos à noite. Ganhei um lombinho grelhado no George e um macarrão maravilhoso. Ganhei um passeio turístico na feira e outro para compras perdulárias. Ganhei incontáveis sorrisos, daqueles que me cativam tanto. E, principalmente, ganhei ainda mais certeza de que este é mesmo o caminho certo.

 

Por isso, agora é minha hora de retribuir. Assim, uso as palavras da Edith Piaf para falar de você (é só trocar homme por femme, ok?).  

 

 

La vie en rose (Edith Piaf)

 

Des yeux qui font baiser les miens,
Un rire qui se perd sur sa bouche,
Voila le portrait sans retouche
De l'homme auquel j'appartiens

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ça me fait quelque chose.

Il est entre dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.

C'est lui pour moi. Moi pour lui
Dans la vie,
Il me l'a dit, l'a jure pour la vie.

Et des que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat

Des nuits d'amour a ne plus en finir
Un grand bonheur qui prend sa place
Des enuis des chagrins, des phases
Heureux, heureux a en mourir.

Quand il me prend dans ses bras
Il me parle tout bas,
Je vois la vie en rose.

Il me dit des mots d'amour,
Des mots de tous les jours,
Et ca me fait quelque chose.

Il est entre dans mon coeur
Une part de bonheur
Dont je connais la cause.

C'est toi pour moi. Moi pour toi
Dans la vie,
Il me l'a dit, l'a jure pour la vie.

Et des que je l'aperçois
Alors je sens en moi
Mon coeur qui bat

  

(PS: Quem quiser ver as fotos, clique aqui)



Escrito por Lello Lopes às 01h36
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Preciso dizer que te amo

 


Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando
escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo
Tanto

E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo

É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo, tanto

Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando em cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira

Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto

(Dé/Bebel Gilberto/Cazuza)



Escrito por Lello Lopes às 12h50
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Dia do Jornalista

Hoje é dia do jornalista. Temos muito a comemorar. Os altos salários, as ótimas condições de trabalho, as muitas oportunidades de emprego. Comemorar momentos brilhantes da profissião, como a exemplar cobertura do caso Isabella, como bem observou o Marmota.  Por isso, desejo os parabéns a todos nós. E se você conhecer um jornalista, pode mandar um cartão comemorativo. Aliás, olhando bem a foto, ele não parece o policial daquele jogo do Atari Keystone Kapers (que eu chamava de ladrãozinho e odiava porque não conseguia pular os malditos carrinhos de supermercado).




Escrito por Lello Lopes às 14h49
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Costelinha ao molho de vinho

A Carla e a Lu que me perdoem, mas hoje é a minha vez de colocar o pé na cozinha. Assim, vou dar a receita da minha especialidade, costelinha ao molho de vinho. Às favas com a falsa modéstia. Quem já provou sabe que é bom. E é fácil de fazer. Para isso, você vai precisar de 1 kg costelinha de porco, um litro de vinho tinto (vinho bom, nada de Chapinha), uma cebola, dois dentes de alho e outros temperos.

A preparação começa na véspera. Na noite anterior, coloque costelinha em uma travessa e jogue todo o vinho. Depois, corte a cebola, o alho, os temperos que você quiser (pimenta, orégano, manjericão, louro, açafrão, alecrim ou qualquer outra coisa que seu estoque e a sua coragem tiverem) e jogue em cima. Misture tudo, tentando deixar as costelinhas imersas no vinho. Coloque na geladeira e vá dormir, ou fazer outra coisa mais interessante.

Na manhã seguinte, dê uma mexida nas costelinhas, para que todas tenham o direito de ficarem molhadinhas. Na hora de assar, coloque as costelinhas no forno e jogue em cima um pouco do vinho em que elas ficaram embebidas. Cubra a fôrma com papel alumínio para não torrar a bagaça. Espere uma hora. Depois, tire o papel e deixe as costelinhas ganharem uma cor. Voilà, está pronto. É só servir. Um arrozinho básico e uma salada fazem um bom acompanhamento. Para beber, vinho, é claro. De sobremesa, sugiro sorvete de manjericão.

Quer ver o resultado disso e muito mais, clique aqui ou na costelinha aí de cima e veja as fotos da Páscoa.

 



Escrito por Lello Lopes às 01h27
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Páscoa

- Coelhinho da Páscoa, o que trazes pra mim?
- Um presentão!



Escrito por Lello Lopes às 00h19
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