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    Lello Lopes conquista o penta do WPCF e é o melhor da história do pôquer

    Rodrigo Flores/UOL

    Lello Lopes
    Em São Paulo

    Alguns dias são marcados na história. O 11 de Setembro, o Assassinato do Kennedy, a Chegada do Homem à Lua, a Queda do Muro de Berlim. Agora, uma outra data entra para a seleta lista de momentos históricos. O 23 de Outubro de 2009 vai ficar para sempre marcado como o dia em que o mundo conheceu o seu mais brilhante jogador de pôquer, Lello Lopes. Com uma estratégia certeira e uma virada espetacular no final, Lello conquistou o pentacampeonato do World Poker Fifa Championship (WPFC)  e assegurou a posse definitiva do mítico Troféu Agepê, colocando o seu nome de vez no cânone do esporte mundial.

    "Eu sou foda. Chupa, chupa, chupa. Chupem todos", desabafou Lello Lopes, em tom maradoniano, assim que a contagem das fichas terminou, para desespero de seus rivais, principalmente o patético Renato Rodriguez. "Eu não acredito. Qualquer um poderia ganhar, menos o Lello. Essa é a prova que Deus não existe", lamentou Sharpen.

    Religiosidade à parte, apenas cinco fichas separaram o campeão do segundo colocado, Daniel Pinheirão. Leo Ewald Mansell ficou em terceiro lugar, seguido por Sharpen. Os outros quatro participantes (Pedro Cirne, Rodrigo Flores, Roque Santa Cruz e Márcio Pinheirinho) também chegaram -e sobreviveram- ao totally wild, fato inédito no WPFC.

    Com tanta gente na disputa, a decisão só poderia acontecer na última mão. E, cabalisticamente, uma trinca de 5 deu a Lello o seu quinto título no WPFC, encerrando um ciclo iniciado em meados de 2006 com a realização do primeiro torneio mundial de pôquer com a chancela da Fifa. "O cara ganhou cinco títulos. Não tem o que falar, ele realmente mereceu ficar com o troféu", reconheceu o tetracampeão Flores, o único competidor nesses anos todos que deu um certo trabalho para Lello Lopes na disputa do Troféu Agepê.

    Para quem não se lembra, Lello ganhou os dois primeiros campeonatos mundiais, credenciando-se desde cedo como o principal candidato a levar para casa o Troféu Agepê. A frase "Não vejo ninguém na minha frente" foi dita tantas vezes que virou bordão e hoje estampa camisetas por todo o país. De fato, Lello sempre saiu das etapas em primeiro lugar na classificação geral. Mesmo na má fase, quando ficou meses sem subir ao pódio, não foi alcançado pelos adversários.

    Assim, o pentacampeonato era questão de tempo. No Mundial passado, Lello jogou mal e foi eliminado logo de cara. Para surpresa de todos, deixou o Monumental da Pompéia muito antes do totally wild. "Aquele dia eu precisei sair do campo de jogo para refletir. Fui para um retiro da Cientologia no bairro da Penha para meditar. Fiquei uma semana assim, o que foi fundamental para recuperar a confiança e a tranquilidade. Graças a isso estou aqui com esse troféu reluzente nas mãos", explicou Lello Lopes.

    E o campeão precisou mesmo de confiança e tranquilidade para conquistar o título. Depois de uma boa jogada logo no início, as cartas deixaram de cair nas mãos de Lello. O cacife do Boina foi diminuindo gradativamente, enquanto Cirne, Pinheirão, Roque e Pinheirinho disputavam a liderança.

    Sharpen entrou na lista de postulantes ao título ao tirar o maior jogo de todos os tempos, um straight flush, que acabou com as últimas 25 fichas do primeiro cacife de Mansell. E a jogada quase caiu no esquecimento porque Sharpen não percebeu a mão que tinha. Sorte dele -e do WPFC- que foi avisado por Lello. "Nossa, ainda bem que eu não vi. Se eu tivesse visto essa mão eu teria tremido tanto que ia dar na cara o que eu tinha", afirmou Sharpen, não por acaso o homenageado com o Troféu Sharpada eterno.

    A sorte de Lello -e a história do Mundial- começou a mudar quando Cirne trocou o baralho. As novas cartas, maiores, passaram a sorrir para o campeão, que empatou duas jogadas e ganhou uma outra, garantindo fichas para o pingo duplo. Antes do totally wild, Lello teve uma boa vitória em um blefe sobre Sharpen, aumentando um pouco o seu cacife.

    Quando o relógio badalou 3h30, o suspense tomou conta do Monumental da Pompéia. Quase todos os participantes já havia dado um rebuy e mesmo assim permaneciam com chance de título. Sharpen e Pinheirão eram os líderes da mesa, mas não poderiam jogar defensivamente. Lello, bem atrás, precisa ganhar algumas boas mãos para se manter vivo. E conseguiu.

    O perde e ganha nas rodadas aumentou ainda mais a tensão. O ar ficou sufocante, apesar da restrição ao cigarro, charuto e otras cositas mas. Dava para ouvir o suor escorrendo nos rostos cansatos e sérios dos competidores.

    Foi nesse clima que Flores, o detentor do horário oficial do Mundial, anunciou a última jogada. Pinheirão estava na frente, com Leo em segundo e Sharpen em terceiro. Lello era apenas o quarto colocado, cem fichas atrás do líder. Para complicar ainda mais a situação do Boina, após os pingos a cláusula  de barreira era de somente três fichas, graças ao desempenho pífio do anfitrião Pedro Cirne.

    O flop foi bom para Lello, que fez um par de cinco. Melhor ainda para Flores, que marcou dois pares, com rei e valete. Todo mundo apostou três fichas, menos Cirne, que desistiu do jogo, demonstrando um incrível fair play. O turn exibiu um outro cinco, deixando Lello com uma trinca nas mãos. Flores, que achou que estava dominando a mão, apostou 23 fichas, forçando Lello a dar um all in. O Boina não hesitou e jogou todas as suas fichas na mesa. Como o river foi uma carta nada a ver, Lello encheu o pote.

    A contagem das fichas gerou uma grande expectativa. Afinal, poucos acreditavam que Lello pudesse virar o jogo. No total, o Boina conseguiu 135 fichas. Enquanto isso, Pinheirão erguia os seus montes. Mas como devia um cacife teve que deixar de lado 50 fichas. No final, o representante santista contabilizou 130 fichas. Foi a senha para que a festa de Lello começasse, com direito a buzinaço na Paulista, fogos de artifício nos céus da cidade, canções compostas por menestréis e sacrifício de virgens. Tudo o que um pentacampeão mundial merece.


    Premiação
    Troféu Agepê - Lello Lopes (posse definitiva para todo o sempre até o final dos tempos)
    Troféu Felipe Massa - Daniel Pinheirão, por perder o título mundial na última curva
    Troféu Palmirinha - Rodrigo Flores, por ter levado tequila boa e a segunda pimenta mais forte do mundo
    Troféu Levy Fidelix - Roque Santa Cruz, por ser partido de aluguel do Flores
    Troféu Poker Face - Márcio Pinheirinho, pela discrição ao sair com um par de reis
    Troféu Maior Jogo de Todos os Tempos - Renato Sharpen, por ter feito o maior jogo de todos os tempos
    Troféu Pior Jogador de Todos os Tempos - Renato Sharpen, por perder o Mundial mesmo após o maior jogo de todos os tempos
    Troféu Madre Teresa - Pedro Cirne, por abdicar de jogar a última mão, dando chance para que Lello Lopes conquistasse o título
    Troféu Pinheirada - Léo Ewald Mansell, por quase melar o maior jogo de todos os tempos
    Troféu Jeremias - Márcio Pinheirinho, por quase beber uísque no gargalo
    Troféu Pompeia Fashion Week - Pedro Cirne, pelo modelito "mindingo framenguista chique"
    Troféu Haroldo Seraza - vago
    Troféu Cueca da Mãe do Pedro - vago

    Manchetes de jornais
    Folha de S. Paulo - Com aproveitamento de 68,7%, Lello conquista o penta do WPFC
    O Globo - Governo anuncia pacote fiscal para comemorar vitória de Lello no WPFC
    O Estado de S. Paulo - Lello supera CUT e PT para ganhar o penta no WPFC
    Lance! - Poder sem paraLello
    Zero Hora - RS saúda o pentacampeão do WPFC e relembra passagem de Lello por Porto Alegre
    Valor Ecônomico - Vitória de Lello no WPFC faz Bolsa de SP disparar
    Folha Universal - Com inspiração divina, Lello ganha o penta do WPFC
    Meia-Hora - Festa pela vitória de Lello termina com três mortes em boate risca-faca no Grajaú



    Escrito por Lello Lopes às 00h25
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    Um bando de loucos - Corinthians 1 x 4 Goiás

    Não deu nem para ficar com raiva. Nestes dias em que absolutamente nada dá certo, ter raiva é desperdício. Resta sentar e esperar o tempo passar até o último apito. Ir embora mais cedo não é opção, já que alguns destinos são imutáveis.

    Sei que vai ter gente dizendo que foi culpa minha, que sou pé-frio e coisa e tal. Concordo que meu retrospecto no estádio está abaixo do que eu mesmo esperava, mas como me culpar pelas bolas nas costas dos laterais, pelas falhas de marcação, pela falta de garra, pelos cruzamentos errados e pelos chutes para fora?

    O que fica é a sensação de que pelo menos o domingo não foi trancado dentro do apartamento. Mesmo com o céu cinzento, a ameaça de chuva e o frio desse inverno sem fim a caminhada de 17 minutos até o Pacaembu foi revigorante, cheia de ansiedade e adrenalina. Ouvir o burburinho distante da torcida no meio do caminho é um chamado, um cântico de reconhecimento, um ritual entre os que são da mesma espécie. É vida, afinal.

    E os pequenos detalhes aparecem e fazem a diferença. Um pedaço de chocolate oferecido por um estranho, a cumplicidade na decepção, o raro momento de alegria em uníssono, a descoberta de um novo lugar ali na esquina. Tudo isso ao preço de um copo de água.

    O campeonato agora acabou. O objetivo agora é secar Palmeiras e São Paulo. Está difícil. Torcer por Inter ou Goiás é quase imoral. Torcer pelo Atlético-MG é perder tempo e paciência. Sobrou o Grêmio, irmão mosqueteiro. E ao Corinthians fica a chance de arrumar o time para o ano que vem. E atrapalhar os rivais. A começar no próximo domingo. Porque não dá para acreditar que tudo vai sair tão errado como hoje, que não deu nem para ficar com raiva.



    Escrito por Lello Lopes às 21h41
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    Escrito por Lello Lopes às 12h19
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    Copa do Brasil 2009

    O Coringão voltou!



    Escrito por Lello Lopes às 00h37
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    William Bonner que se cuide

     

     



    Escrito por Lello Lopes às 01h06
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    O Coringão voltou!

    Nike/Divulgação

    O Coringão voltou! Voltou na expectativa da torcida, nas bandeiras penduradas nos carros, nas camisas alvinegras e roxas exibidas com orgulho, nos olhares cúmplices nas ruas. Voltou na massa que enfrenta fila e empurra-empurra, no bando de loucos que faz festa na favela, na fé inabalável das arquibancadas.

     

     O Coringão voltou no sofrimento e no show, mesmo que não tenha tido nem um, nem outro no domingo. Voltou na raça, na entrega, na vontade, como tem feito nos últimos 99 anos. Voltou invencível.

     

     O Coringão voltou com um sotaque gaúcho no banco e outro carioca em campo, mas com uma cara paulistana cheia de dentes no diminutivo. O Coringão voltou em Andrés, em Cristians, em Diegos, em Jorges e em Williams. O Coringão voltou em Fenômeno.

     

     O Coringão voltou em casa, acolhedor. Voltou em energia pura, sem nunca parar de lutar. Voltou altaneiro em chuva de papel picado e fogo.

     

     O Coringão, definitivamente, voltou.

    P.S.: Achei excelente a maneira como o Globo Esporte encontrou para contar o jogo. E quem quiser saber mais sobre como foi a partida, leia o relato no UOL Esporte.  Ou simplesmente baixe o pôster do campeão.



    Escrito por Lello Lopes às 20h57
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    Quando brigar é divertido

    A briga entre o Diego Souza e o Domingos no jogo Palmeiras x Santos no último sábado foi a mais divertida dos últimos tempos. Acho que desde a embaixadinha do Edílson na final do Paulistão de 1999 não acontecia uma pancadaria entre jogadores tão legal.

     

    Vou deixar a hipocrisia para os comentaristas de TV. Briga de jogadores em campo é engraçado. O povo adora ver uma confusão. É como se toda a revolta pela boçalidade cotidiana aflorasse ali no descontrole do outro. E os instintos reprimidos pudessem, de certa forma, serem extravasados.

     

    Isso é bem diferente do que fazem os marginais uniformizados que marcam emboscadas contra os rivais, ou dos pitboys que acham que exibição de força física é um afrodisíaco. Ou da violência que impera silenciosa nos lares do país. Ou da opressão moral a que muitos são submetidos dia após dias após dia.

     

    Mas quando dois marmanjos mais ou menos esclarecidos começam a trocar sopapos diante das câmeras e em frente de milhares de pessoas passa a ser cômico. Afinal, fica evidente a linha tênue entre o autocontrole e o ridículo. E é quase um alívio perceber que quem está sob os holofotes não é você.

     



    Escrito por Lello Lopes às 20h29
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    O analfabetismo entra em campo

    Que o Brasil é um país de analfabetos, isso ninguém duvida. A taxa oficial de 10% de analfabetismo entre maiores de 15 anos é conversa fiada. Qualquer um com acesso à Intenet vê em blogs e orkuts da vida que o povo simplesmente não sabe escrever ou interpretar textos.

     

    No trabalho, recebo diversos emails de reclamação de internautas. Boa parte é de gente que não conseguiu entender o texto. E olha que estamos falando de textos simples, de esporte (um conteúdo com o qual a maioria está familiarizada). É assustador.

     

    E um texto mal escrito pode criar muita confusão. Foi o que aconteceu neste ano no Campeonato Paranaense. O gênio que fez o regulamento bolou duas fases. Na primeira, os 15 times se enfrentaram em turno único, sendo que os oito primeiros se classificaram para o octogonal final.

     

    Aí deu-se o problema. A ideia era que os quatro times com melhores campanhas fizessem quatro jogos em casa e três fora, enquanto os últimos quatro atuassem três vezes em casa e outras quatro no campo do adversário.

     

    Mas olha o que está escrito no artigo 9º do capítulo II do regulamento: “Na segunda fase do CAMPEONATO, as 8 (oito) EPD (entidade de prática desportiva) classificadas se enfrentam em turno único, com mando de campo da EPD que teve melhor classificação geral na fase anterior do CAMPEONATO”.

     

    Logo, conclui-se que o time com melhor campanha irá fazer os sete jogos em casa, o segundo melhor vai jogar em casa seis vezes, e assim por diante.  A regra é clara, como diria Arnaldo César Coelho.

     

    Mas o Atlético-PR, dono da melhor campanha, precisou ir à Justiça para poder fazer valer o seu direito. Os dirigentes da Federação Paranaense alegaram que houve um erro na confecção da fórmula do campeonato. Houve mesmo um erro. De formação de quem escreveu o regulamento. E de quem revisou. E dos clubes, que assinaram sem ler direito.

     

    Em tempo. O octogonal começou neste domingo. E o Atlético-PR foi o único time que jogou em casa que não venceu. O Furacão perdeu por 2 a 1 para o J. Malucelli, o futuro Corinthians Paranaense.

     



    Escrito por Lello Lopes às 00h23
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    Um bando de loucos – O Fenômeno

    Foi num passeio de barco em Paraty que ouvi a notícia: o Corinthians tinha contratado o Ronaldo. “Como assim?”, pensei. Afinal, ele tava treinando no Flamengo. Não tinha nem boato sobre a ida dele pro Corinthians. À noite, no hotel, já estava a notícia na TV. No dia seguinte, na capa dos jornais cariocas. E desde então só se fala nisso no mundo esportivo brasileiro.

     

    Sempre quis que ele jogasse no Corinthians. Uns dez anos atrás achei que ia ser mais fácil. Afinal, ele casou com uma corintiana roxa, a Milene Domingues, rainha das embaixadinhas (aliás, ela deu entrevista no Esporte Espetacular e está falando que nem o Roberto Carlos, num português incompreensível). Mas os dois se separaram e daí a esperança foi pras cucuias. Até o final do ano passado.

     

    É claro que muitos duvidavam do Fenômeno. Afinal, no último ano ele tratou de jogar a carreira no lixo. Depois da enésima lesão no joelho Ronaldo passou a freqüentar as páginas de fofocas e policiais, pelo seu excesso de peso ou por seu envolvimento com “damos” da noite.

     

    Mas o Ronaldo já provou uma vez que pode se recuperar. Se por um lado enfrenta dramas terríveis, como o joelho quase pulando para fora da perna ou uma convulsão no dia da final da Copa, por outro sabe reagir como poucos.

     

    A estreia lá em Itumbiara foi discreta. Obra do “Deus da Pauta”, como diz um amigo meu. Ronaldo tinha que ‘estrear’ de fato contra o Palmeiras. E tinha que marcar um gol no último minuto de jogo. E tinha que salvar o time da derrota. Mais Corinthians, impossível.

     

    Isso tudo fez a Fenomenomania explodir. No domingo, o gol do Gordo foi manchete da Gazzetta dello Sport, talvez o principal jornal esportivo do mundo. Na segunda, amigos torcedores de Santos, Bahia e Flamengo confessaram que se emocionaram com o gol. Todos, sem exceção, fazem parte da metade do Brasil que odeia o Corinthians.

    A corintianada estamos em êxtase. O meu irmão disse que chorou quando o Ronaldo entrou em campo lá em Goiás. Meu amigo que cobriu o jogo em Presidente Prudente teve que segurar as lágrimas. Eu, no meio do plantão, também. E assim foi, por todo país.

     

    Se o Ronaldo recebesse um real por cada vez que o gol contra o Palmeiras fosse exibido pela TV ele estaria muito mais milionário. O vídeo abaixo mostra algumas versões narradas em diferentes países, como Itália e Líbia.

     

    Nesta quarta, Ronaldo provocou novo frenesi no Pacaembu. O estádio ficou lotado, mesmo com ingressos chegando a custar obscenos 150 dinheiros. Mas quem foi não se arrependeu. Ele marcou mais um gol, da virada sobre o São Caetano. Em uma palavra: Fenômeno.

     



    Escrito por Lello Lopes às 00h49
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    Na Sexta-Feira 13, Lello assombra os rivais e conquista o tetra do WPFC

    Lello Lopes
    Em São Paulo

    Foi uma noite de terror. Para os adversários de Lello Lopes, é claro. Em mais uma atuação fantástica, o Boina derrotou os rivais e conquistou nessa Sexta-Feira 13 o tetracampeonato do World Poker Fifa Championship. Agora, Lello fica a apenas uma vitória de tomar a posse definitiva do Troféu Agepê.

    A disputa realizada no mítico Monumental da Pompéia já é considerada a maior de todos os tempos. Afinal, o título só foi definido nas últimas rodadas, em um alucinante ‘totally wild' de dez fichas.

    "Nunca vi algo desse tipo. Até 3h15 da manhã todo mundo ainda estava na mesa, com chance de título. Consegui duas boas mãos que me garantiram a vitória. É uma emoção muito grande", afirmou o tetracampeão Lello Lopes.

    Completaram o pódio da etapa de Sexta-Feira 13 dois azarões. Sharpen Rodriguez e Roque Santa Cruz. "Mais uma rodada eu ganhava", lamentou Sharpen, aos prantos. "Foi por pouco", choramingou Roque. Leo Mansell, Pedro Marques, Rodrigo Flores e Pedro Cirne também tiveram boas participações.

    O ponto negativo da noite foi a ausência de Daniel Pinheirão, campeão da edição passada. Como já está se tornando uma tradição, o detentor do título deu uma desculpa esfarrapada e não compareceu. Pior: de maneira mesquinha, não entregou o troféu para a disputa.

    Mesmo assim, a animação tomou conta do Monumental da Pompéia. A rodada começou com seis participantes: Lello, Sharpen, Roque, Leo, Cirne e Flores. Marques chegou logo depois, com o seu já tradicional Pisco e uma trilha sonora fantástica, a base de marchinhas de Carnaval.

    O início da disputa foi equilibrado, com Pedro Marques e Leo Mansell largando na frente, seguidos de Lello e Flores. Cirne administrava suas fichas, enquanto Roque e Sharpen tentavam se manter vivos.

    A primeira grande jogada foi uma quadra de damas em cima de um full hand de Sharpen. O resultado acabou com as finanças do santista, e ele logo teve que comprar outro cacife.

    Enquanto isso, Lello aos poucos foi aumentando o seu rendimento, entrando na briga pelo título com Leo e Maques. Cirne, Flores e Roque, em queda, precisaram comprar um cacife antes do ‘totally wild'.

    Às 3h da manhã, o que todos esperavam aconteceu. Na virada da carta para decidir um novo pingo, Cirne baixou na mesa um dez. Assim, cada rodada teria no mínimo dez fichas de cada jogador. Um PIB de país africano só de blind. Impressionante.

    Dava para sentir no ar a adrenalina. O suor escorria do rosto dos participantes. O mundo parou para ver a movimentação naquela sala muquifenta. E, pela primeira vez em cinco anos de disputa, alguém ligou para reclamar do barulho.

    Alheios a tudo isso, os participantes foram ousados nas rodadas finais. Roque e Sharpen ganharam boas mãos e recuperaram o cacife perdido nas primeiras horas da noite. Já Lello, que chegou ao ‘tottaly wild' na liderança, recebeu cartas ruins (por três vezes seguidas jogou com um 4 e 8) e viu o seu lucro se esvair.

    Cirne foi o primeiro eliminado, seguido pelo seu xará Marques. Aí a sorte começou a virar para Lello. Primeiro, ele tirou o couro de Flores, com um Às no river. Depois, amealhou os pingos deixados na mesa. Com uma terceira rodada vitoriosa, o Boina reassumiu a liderança.

    Faltando dez minutos para o término do embate, Flores deixou a disputa. O título seria decidido por Lello, Leo, Sharpen e Roque. Seguro de suas cartas, Lello administrou a ficha, enquanto Sharpen e Roque apostavam como vacas loucas.

    Na última rodada, Roque deu um all in cego. Com um par de Ás, Lello desistiu de ir. Sem ter muito a perder, Leo pagou as quase 30 fichas. Um flush garantiu a vitória de Roque e o título incontestável de Lello.

    "Tenho que admitir, seria injusto se o Lello não ganhasse", disse Flores, com a sabedoria de um tricampeão mundial de pôquer. "Só tenho uma coisa a dizer: ‘mais uma vez não vejo ninguém na minha frente'", completou Lello, o maior campeão de todos os tempos, para o horror de seus adversários.

    ATUAÇÕES
    Lello Lopes: O Iluminado
    Com a precisão de um machado na porta, destruiu todos os adversários. É considerado o melhor de todos os tempos. Um clássico. Genial.

    Sharpen Rodrigues: A Hora do Pesadelo
    Nos sonhos, ele se chama o maioral. Só nos sonhos, porque quando a situação acontece na vida real acaba levando ferro. E as seqüências só o deixam mais ridículo.

    Roque Santa Cruz: O Chamado
    Assustou muita gente quando surgiu. De forma inesperada, conseguiu sucesso. Duas vezes. Mas sua fórmula vitoriosa acabou, e agora vive dos louros do passado.

    Leo Mansell: O Grito
    Pintou como novidade, mas é apenas uma reciclagem de velhos clichês. Às vezes, no grito, consegue assustar os adversários, mas o terror nunca se concretiza para um final feliz.

    Rodrigo Flores: O Exorcista
    Também é um clássico. Mas não mete medo nas pessoas há muito tempo. Na Sexta-Feira 13 não foi diferente: não assustou ninguém.

    Pedro Marques: Death Proof
    Tem a grande vantagem de não se levar a sério, de se divertir no jogo. Às vezes acerta em cheio, outras erra a mão facilmente. Destaca-se, sobretudo, pela trilha sonora.

    Pedro Cirne: Piscose
    O anfitrião mais assustador de todos, mesmo porque é o único anfitrião que se tem notícia. Fez sucesso há muito tempo, quando não valia nada. Tem como marca o pão de glúten, tão medonho quanto uma facada no banho.

    Daniel Pinheirão: Anjos da Noite
    É tosco, confuso, incompreendido. Fez sucesso num passado recente, mas logo cairá no esquecimento.

    Madu Madureira: Pânico
    Tentou menosprezar o gênero, dizendo que o Mundial não valia para nada, mas no final queria apenas fazer uma homenagem.

    Haroldo Seraza: Plano 9 do Espaço Sideral
    O nome até é conhecido, mas ninguém viu.



    Escrito por Lello Lopes às 02h16
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    Tempo gasto em um jogo de futebol

    A ideia de criar gráficos foi inspirada neste post do Capinaremos. É fácil e divertido. Basta acessar o GraphJam e colocar a cachola para funcionar.



    Escrito por Lello Lopes às 20h18
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    Pittsburgh!!!

    Ontem foi disputado o Super Bowl, o evento mais importante do calendário esportivo dos Estados Unidos. E o Pittsburgh Steelers, uma das equipes que participaram da partida, tem um significado curioso para mim, lembrando uma viagem bastante perdulária acontecida três anos atrás.

     

    Bom, no final de 2005 estava eu sem planos para as férias quando recebo um convite do André: um encontrão na Europa após ele concluir um curso na Deutsche Welle. O roteiro, de apenas dez dias, incluía Amsterdã, Berlim e Munique.

     

    Financeiramente uma viagem de dez dias para a Europa é quase um desperdício. Mas, animado com o sucesso de Perdidos na Europa, resolvi repetir a dose, sem pensar. E não me arrependi.

     

    Pois bem, a primeira parada foi em Amsterdã. Eu cheguei diretamente na cidade e fiquei algumas horas esperando o André, que vinha da Alemanha. Sem contar o fato que entrei num Coffee Shop sem saber o que era, tudo correu normalmente.

     

    Na nossa segunda noite na cidade, resolvemos apreciar uma das especialidades de Amsterdã: a panqueca. Para isso, escolhemos um bar de esportes numa praça bem movimentada no centro, perto de onde estávamos hospedados.

     

    Como todo bar de esporte que se preze, o lugar era cheio, barulhento, com um monte de TVs ligadas e atendentes simpáticas. Enquanto a maioria dos televisores estava ligada no futebol americano, eu e o André tentávamos ver um jogo do Barcelona.

     

    Eis que surge então um americano estilo jovem-universitário-de-filme-de-terror. Ele chega perto dos amigos e grita: PITTSBURGH!!!! Claro que chamou a nossa atenção e virou motivo de chacota para o resto da viagem (mais de uma vez um virou para o outro e gritou Pittsburgh só de gozação).

     

    E olha que nem era um jogo do Pittsburgh que estava passando na TV, como quase dá para ver na foto. Os caras estavam assistindo a um jogo do Seattle, e o rapaz só gritou Pittsburgh porque apareceu na tela o placar com a vitória de seu time contra o Green Bay por 20 a 10 (thanks, São Google).

     

     

    No final das contas, o melhor do esporte naquele dia não passou na TV holandesa. Foi a vitória de 7 a 1 do Corinthians sobre o Santos no Pacaembu, resultado que ouvi incrédulo em uma ligação para a minha irmã. Os gols daquele jogo eu vi no dia seguinte, fraudando a internet do aeroporto de Berlim (mas essa é uma outra história).

     

    Eu voltei a me interessar por futebol americano no ano passado, quando o New York Giants quebrou a pose do New England Patriots e faturou o Super Bowl 42. Graças a essa vitória, conquistada com uma atuação fantástica do quarterback Eli Manning, posso dizer que hoje sou um fã dos Giants.

     

    Mesmo assim, confesso que torci para os Steelers no jogo contra o Arizona Cardinals. Só para poder gritar PITTSBURGH novamente!!!!

     

    Obs:  Assim como na temporada 2005/2006, o Pittsburgh Steelers também ganhou o Super Bowl. Na ocasião a vitória foi de 21 a 10 sobre o Seattle Seahawks. Ontem, o Pittsburgh, time do coração do presidente Barack Obama, ganhou do Arizona Cardinals por 27 a 23, em uma decisão emocionante que me deixou grudado na frente da TV até 1h30 da manhã.

     



    Escrito por Lello Lopes às 19h24
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    Lello usa cueca da mãe do Pedro e se sagra tricampeão mundial

    Da UOL
    Em São Paulo

     

    O Uruguai de 30 virou a Itália de 82. Depois de mais de um ano, Lello Lopes voltou a ganhar uma etapa do World Poker Fifa Championship (WPFC). Na última sexta-feira, o Boina mostrou que o bicampeonato nas duas primeiras etapas do Mundial não foi conquistado por acaso e, de forma brilhante, ganhou o seu terceiro título da competição.

     

    Lello jogou com bastante consistência. Depois de um início morno, o Boina aproveitou o bom momento nos grandes potes e, com a cueca da mãe do Pedro como trunfo, superou o favoritismo de Rodrigo Flores e Roque Santa Cruz e levou de novo para casa o Troféu Agepê. Roque terminou a etapa em segundo lugar, seguido pelo anfitrião Pedro Cirne.

     

    Com o título, Lello volta ao topo da galeria de campeões do WPFC. Ele, ao lado de Flores, tem três campeonatos no currículo. Roque vem em seguida, com dois títulos. Pedro Cirne, Francisco

     

    “Este título é para calar a boca de todos os críticos. Antes de falar besteira, o Zé Ruela tem que ganhar alguma coisa. E, como eu sempre digo, não vejo ninguém na minha frente”, comemorou o tricampeão.

     

    A etapa de outubro do Mundial de Pôquer foi novamente disputada no Monumental da Pompéia. Ao som de Enya, já que o CD do Agepê não estava no recinto, o campeonato começou com oito participantes: Lello Lopes, Roque Santa Cruz, Rodrigo Flores, Pedro Cirne, Pedro Marques, Renato Rodrigues, Francisco Madureira e Daniel Pinheiro.

     

    Com boas mãos, Pinheirão logo assumiu a liderança do Mundial. Cavalo paraguaio, é claro, que não chegou a assustar os outros participantes da mesa. Enquanto isso, Roque, Lello e Cirne acumulavam algumas fichas, enquanto Flores, Marques e Sharpen viam as suas divisas diminuírem.

     

    Uma disputa ficha a ficha entre Lello e Sharpen foi o melhor momento das primeiras horas de torneio, apesar do broxante empate com flush.

     

    O primeiro a sair da mesa foi Madu, o pai do ano. Em seu lugar entrou Léo Mansell, que prometia alcançar o topo do Mundial logo em sua terceira participação. E as apostas começaram a ficar mais movimentadas. Assim, Pinheirão perdeu fichas e Roque, com dois colors e uma seqüência, assumiu uma folgada liderança.


    Então aconteceu o fato que mudou o panorama do Mundial. Após um movimento atabalhoado de Sharpen, que derrubou a cerveja no chão, entrou na sala a cueca da mãe do Pedro. Lello usou o trapo imundo para tirar a concentração dos rivais e se cacifou para conquistar o título.

     

    Pedro Marques, mais entretido com o pisco do que com as cartas, foi o primeiro jogador eliminado da noite. Logo em seguida foi a vez de Sharpen ir embora. “Toda vez acontece a mesma coisa. Eu passo a semana inteira pensando no pôquer para acontecer isso”, reclamou Sharpen.

     

    Com a saída de Renato Rodrigues, o pôquer virou um jogo só para homens. Os blinds aumentaram para duas fichas e Lello começou a sua reação. Discreto, ele angariou fundos para poder arriscar tudo no final da etapa.

    E foi o que aconteceu. Com os blinds a impressionantes três fichas, Lello partiu para o ataque, enquanto o seu principal concorrente, Roque Santa Cruz, se acovardou na defesa. A tática deu resultado. E, após duas vitórias retumbantes sobre Léo Mansell, Lello conseguiu assegurar o título.

     

    Premiações

    Troféu Agepê: Lello Lopes

    Troféu Sharpada: Flores, por não saber que tinha uma seqüência nas mãos

    Troféu Ursinhos Carinhosos: Pinheirão, por querer um abraço de Cirne

    Troféu Costinha: Lello, pela história da cueca da mãe do Pedro

    Troféu Feirante: Madu, por jogar como uma jaca gay, resolver o pepino do Mônaco e trazer os limões

    Troféu Haroldo Ceasa: Pedro Marques, sempre ponta firme

    Troféu Chupa Sharpen: Sharpen, pelo conjunto da obra

    Troféu Jeremias: Pedro Marques, por mostrar o cofrinho na hora de dormir

    Troféu Linda Lovelace: Leo Mansell, por gargantear antes do Mundial

    Troféu Celso Roth: Roque, por jogar na retranca e perder o jogo

    Troféu Alex Atala: Madu e Marques, por levarem um saco Bonzo de Doritos

    Troféu Godzilla: Flores, por derrubar a mesa e o Cirne



    Escrito por Lello Lopes às 19h56
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    Diário de Pequim - Fotos

    É isso aí, acabou! Quem quiser ver esta e outras fotos, acesse o Fotoblog do Bebê Diabo.
    Agora este blog voltará com a programação normal!



    Escrito por Lello Lopes às 01h24
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    Diário de Pequim - MPC

     

    Mesmo com tanta correria, ainda dá tempo de fazer graça no MPC (o centro principal de imprensa dos Jogos). Que o diga o Bertô! 



    Escrito por Lello Lopes às 05h58
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