Com virada sensacional, Lello Lopes se sagra hexacampeão mundial de pôquer
Lello Lopes Em São Paulo
Novo troféu, nova sede, novos insultos. E o campeão de sempre. Em uma noite repleta de estreias, Lello Lopes conseguiu a maior virada da história do World Poker Fifa Championship (WPFC) e conquistou o seu sexto título na competição, levando para casa a primeira edição do Troféu Pisco Marques.
Lenda-viva do pôquer mundial, Lello mostrou que não ganhou o Troféu Agepê (pelos seus cinco primeiros títulos) por acaso. Com uma mistura de técnica, ousadia e sorte, o Boina tirou uma diferença de cerca de 300 fichas (isso mesmo, 300 fichas) em relação a Renato Sharpen no totally wild para se sagrar novamente campeão.
O resultado provocou uma das cenas mais constrangedoras do Mundial. Após a contagem de fichas, Sharpen chorou. Afinal, desde as primeiras horas da disputa ele acreditava que sairia da Caverna do Frotão (estádio que substituiu o Monumental da Pompeia como sede oficial do WPFC) como campeão.
"Eu não acredito", lamentou Sharpen após a derrota mais humilhante de sua ridícula carreira. Mesmo com o papelão da virada sofrida, Sharpen terminou a etapa em segundo lugar. Daniel Pinheirão, com grande atuação, foi o terceiro colocado, seguido por Leo Ewald Mansell, Pedro Cirne e Rodrigo Flores.
A última etapa de 2009 do WPFC começou de maneira morna. Uma sucessão de checks e mãos baixas deixaram o jogo monótono. Os jogadores pareciam mais interessados em curtir as facilidades da Caverna do Frotão do que em disputar grandes jogadas.
Nesse cenário, Sharpen começou a se destacar. Pouco a pouco ele foi angariando fundos. Enquanto isso, Lello, Pedro e Flores perdiam dinheiro. Os três logo compraram um cacife e vivaram dúvida para o totally wild.
A única grande jogada antes da reta final do torneio foi disputada por Leo e Sharpen. Mansell deu um all in de mais de 100 fichas. O pedido foi aceito por Sharpen, que ganhou com um full hand. Com o lucro obtido nessa mão, Renato Sharpen ficou com o PIB de Botsuana na sua frente, uma vantagem que parecia irreversível.
A diferença era tanta que Sharpen passou a brincar. Ele estava mais interessado em tirar fotos e tuitar do que em jogar. Foi um erro que se mostrou fatal no final da noite.
Com Sharpen na liderança isolada, os outros competidores lutavam para permanecerem vivos. Flores e Cirne morreram antes do totally wild, quando a disputa já estava no pingo duplo. Mansell também não foi muito longe: logo na terceira rodada do totally wild ele deu um all in que acabou com uma trinca de Lello Lopes.
Restaram assim três competidores: Sharpen, Pinheirão e Lello. Foi quando o Boina mostrou porque é o melhor jogador da história do pôquer. De maneira bastante agressiva, ele partiu para cima dos pingos, tirando a cada mão uma diferença de 18 fichas em relação a Sharpen.
O líder do torneio, com medo, se recusou a participar das disputas. Apenas duas vezes Sharpen foi para a briga com Lello. Na primeira, perdeu 40 fichas. Na segunda, com um full house, conquistou apenas dez fichas.
Assim, ficou fácil para Lello aumentar o seu cacife. No final, a torcida inteira estava a seu favor. E foi ao delírio com a contagem de 230 a 198 para Lello, consolidando a maior virada da história do WPFC.
"O Lello é foda", reconheceu Rodrigo Flores, com o embasamento de seus quatro títulos mundiais. "Chupa Sharpen", disse Pedro Cirne. "Já está virando rotina", comemorou Lello Lopes, agora hexacampeão mundial de pôquer.
Troféus Troféu Pisco Marques - Lello Lopes Troféu Agepê - Lello Lopes (posse definitiva para todo o sempre até o final dos tempos) Troféu Manteiga Derretida - Renato Sharpen, pelo choro após perder o título Troféu Cueca da Mãe do Pedro - Rodrigo Flores, pelas ofensas à família do Sharpen Troféu Palmirinha - Vizinho do Pedro, pelo churrasco que faria no dia seguinte ao Mundial Troféu Oscar Niemeyer - Lello Lopes, pela ideia de transformar o Monumental da Pompeia em estacionamento Troféu Jeremias Muito Louco - Marcio Pinheiro, pelos acontecimentos da véspera na festa da firma Troféu Colunista de Quadrinhos - Roque Santa Cruz, porque ninguém sentiu a ausência Troféu Alzheimer - Pedro Cirne, por esquecer de levar as fichas e o feltro sagrado
Atuações Lello Lopes - Flamengo: conseguiu uma grande virara e se tornou o primeiro hexacampeão masculino Renato Sharpen - Palmeiras: perdeu o título mais ganho de todos os tempos Daniel Pinheirão - Avaí: todo mundo achava que ia disputar as últimas posições, mas surpreendeu e fez um campeonato de destaque Leo Ewald Mansell - Grêmio: alternou bons e maus momentos em um desempenho que não entrará para a história Pedro Cirne - Botafogo: na era amadora era um terror; na profissional, sempre luta para não ser lanterna Rodrigo Flores - Sport: começou botando a maior banca e acabou em último lugar
Caverna do Frotão Localização: ruim - fica na ladeira do inferno Paisagismo: bom - tem até um lago com carpas para afogar p Área de jogo: ótimo - pela primeira vez ninguém ficou espremido na mesa Higiene: ótimo - não é a mesma porquice do Monumental da Pompeia Instalações sanitárias: ruim - só o anão de jardim dono da sede cabe no banheiro Anfitrião: péssimo - por motivos óbvios
Lello Lopes conquista o penta do WPCF e é o melhor da história do pôquer
Lello Lopes Em São Paulo
Alguns dias são marcados na história. O 11 de Setembro, o Assassinato do Kennedy, a Chegada do Homem à Lua, a Queda do Muro de Berlim. Agora, uma outra data entra para a seleta lista de momentos históricos. O 23 de Outubro de 2009 vai ficar para sempre marcado como o dia em que o mundo conheceu o seu mais brilhante jogador de pôquer, Lello Lopes. Com uma estratégia certeira e uma virada espetacular no final, Lello conquistou o pentacampeonato do World Poker Fifa Championship (WPFC) e assegurou a posse definitiva do mítico Troféu Agepê, colocando o seu nome de vez no cânone do esporte mundial.
"Eu sou foda. Chupa, chupa, chupa. Chupem todos", desabafou Lello Lopes, em tom maradoniano, assim que a contagem das fichas terminou, para desespero de seus rivais, principalmente o patético Renato Rodriguez. "Eu não acredito. Qualquer um poderia ganhar, menos o Lello. Essa é a prova que Deus não existe", lamentou Sharpen.
Religiosidade à parte, apenas cinco fichas separaram o campeão do segundo colocado, Daniel Pinheirão. Leo Ewald Mansell ficou em terceiro lugar, seguido por Sharpen. Os outros quatro participantes (Pedro Cirne, Rodrigo Flores, Roque Santa Cruz e Márcio Pinheirinho) também chegaram -e sobreviveram- ao totally wild, fato inédito no WPFC.
Com tanta gente na disputa, a decisão só poderia acontecer na última mão. E, cabalisticamente, uma trinca de 5 deu a Lello o seu quinto título no WPFC, encerrando um ciclo iniciado em meados de 2006 com a realização do primeiro torneio mundial de pôquer com a chancela da Fifa. "O cara ganhou cinco títulos. Não tem o que falar, ele realmente mereceu ficar com o troféu", reconheceu o tetracampeão Flores, o único competidor nesses anos todos que deu um certo trabalho para Lello Lopes na disputa do Troféu Agepê.
Para quem não se lembra, Lello ganhou os dois primeiros campeonatos mundiais, credenciando-se desde cedo como o principal candidato a levar para casa o Troféu Agepê. A frase "Não vejo ninguém na minha frente" foi dita tantas vezes que virou bordão e hoje estampa camisetas por todo o país. De fato, Lello sempre saiu das etapas em primeiro lugar na classificação geral. Mesmo na má fase, quando ficou meses sem subir ao pódio, não foi alcançado pelos adversários.
Assim, o pentacampeonato era questão de tempo. No Mundial passado, Lello jogou mal e foi eliminado logo de cara. Para surpresa de todos, deixou o Monumental da Pompéia muito antes do totally wild. "Aquele dia eu precisei sair do campo de jogo para refletir. Fui para um retiro da Cientologia no bairro da Penha para meditar. Fiquei uma semana assim, o que foi fundamental para recuperar a confiança e a tranquilidade. Graças a isso estou aqui com esse troféu reluzente nas mãos", explicou Lello Lopes.
E o campeão precisou mesmo de confiança e tranquilidade para conquistar o título. Depois de uma boa jogada logo no início, as cartas deixaram de cair nas mãos de Lello. O cacife do Boina foi diminuindo gradativamente, enquanto Cirne, Pinheirão, Roque e Pinheirinho disputavam a liderança.
Sharpen entrou na lista de postulantes ao título ao tirar o maior jogo de todos os tempos, um straight flush, que acabou com as últimas 25 fichas do primeiro cacife de Mansell. E a jogada quase caiu no esquecimento porque Sharpen não percebeu a mão que tinha. Sorte dele -e do WPFC- que foi avisado por Lello. "Nossa, ainda bem que eu não vi. Se eu tivesse visto essa mão eu teria tremido tanto que ia dar na cara o que eu tinha", afirmou Sharpen, não por acaso o homenageado com o Troféu Sharpada eterno.
A sorte de Lello -e a história do Mundial- começou a mudar quando Cirne trocou o baralho. As novas cartas, maiores, passaram a sorrir para o campeão, que empatou duas jogadas e ganhou uma outra, garantindo fichas para o pingo duplo. Antes do totally wild, Lello teve uma boa vitória em um blefe sobre Sharpen, aumentando um pouco o seu cacife.
Quando o relógio badalou 3h30, o suspense tomou conta do Monumental da Pompéia. Quase todos os participantes já havia dado um rebuy e mesmo assim permaneciam com chance de título. Sharpen e Pinheirão eram os líderes da mesa, mas não poderiam jogar defensivamente. Lello, bem atrás, precisa ganhar algumas boas mãos para se manter vivo. E conseguiu.
O perde e ganha nas rodadas aumentou ainda mais a tensão. O ar ficou sufocante, apesar da restrição ao cigarro, charuto e otras cositas mas. Dava para ouvir o suor escorrendo nos rostos cansatos e sérios dos competidores.
Foi nesse clima que Flores, o detentor do horário oficial do Mundial, anunciou a última jogada. Pinheirão estava na frente, com Leo em segundo e Sharpen em terceiro. Lello era apenas o quarto colocado, cem fichas atrás do líder. Para complicar ainda mais a situação do Boina, após os pingos a cláusula de barreira era de somente três fichas, graças ao desempenho pífio do anfitrião Pedro Cirne.
O flop foi bom para Lello, que fez um par de cinco. Melhor ainda para Flores, que marcou dois pares, com rei e valete. Todo mundo apostou três fichas, menos Cirne, que desistiu do jogo, demonstrando um incrível fair play. O turn exibiu um outro cinco, deixando Lello com uma trinca nas mãos. Flores, que achou que estava dominando a mão, apostou 23 fichas, forçando Lello a dar um all in. O Boina não hesitou e jogou todas as suas fichas na mesa. Como o river foi uma carta nada a ver, Lello encheu o pote.
A contagem das fichas gerou uma grande expectativa. Afinal, poucos acreditavam que Lello pudesse virar o jogo. No total, o Boina conseguiu 135 fichas. Enquanto isso, Pinheirão erguia os seus montes. Mas como devia um cacife teve que deixar de lado 50 fichas. No final, o representante santista contabilizou 130 fichas. Foi a senha para que a festa de Lello começasse, com direito a buzinaço na Paulista, fogos de artifício nos céus da cidade, canções compostas por menestréis e sacrifício de virgens. Tudo o que um pentacampeão mundial merece.
Premiação Troféu Agepê - Lello Lopes (posse definitiva para todo o sempre até o final dos tempos) Troféu Felipe Massa - Daniel Pinheirão, por perder o título mundial na última curva Troféu Palmirinha - Rodrigo Flores, por ter levado tequila boa e a segunda pimenta mais forte do mundo Troféu Levy Fidelix - Roque Santa Cruz, por ser partido de aluguel do Flores Troféu Poker Face - Márcio Pinheirinho, pela discrição ao sair com um par de reis Troféu Maior Jogo de Todos os Tempos - Renato Sharpen, por ter feito o maior jogo de todos os tempos Troféu Pior Jogador de Todos os Tempos - Renato Sharpen, por perder o Mundial mesmo após o maior jogo de todos os tempos Troféu Madre Teresa - Pedro Cirne, por abdicar de jogar a última mão, dando chance para que Lello Lopes conquistasse o título Troféu Pinheirada - Léo Ewald Mansell, por quase melar o maior jogo de todos os tempos Troféu Jeremias - Márcio Pinheirinho, por quase beber uísque no gargalo Troféu Pompeia Fashion Week - Pedro Cirne, pelo modelito "mindingo framenguista chique" Troféu Haroldo Seraza - vago Troféu Cueca da Mãe do Pedro - vago
Manchetes de jornais Folha de S. Paulo - Com aproveitamento de 68,7%, Lello conquista o penta do WPFC O Globo - Governo anuncia pacote fiscal para comemorar vitória de Lello no WPFC O Estado de S. Paulo - Lello supera CUT e PT para ganhar o penta no WPFC Lance! - Poder sem paraLello Zero Hora - RS saúda o pentacampeão do WPFC e relembra passagem de Lello por Porto Alegre Valor Ecônomico - Vitória de Lello no WPFC faz Bolsa de SP disparar Folha Universal - Com inspiração divina, Lello ganha o penta do WPFC Meia-Hora - Festa pela vitória de Lello termina com três mortes em boate risca-faca no Grajaú
Essa vai para os paraquedistas. Os poucos que acompanham o blog perceberam que andei um tempo sem atualizá-lo. Mesmo assim, a audiência subiu consideravelmente desde o final de agosto. Como diria a finada Dona Milú, “mistéééééério”.
Verificando o que aconteceu, percebi que o Google mandou uma quantidade enorme de gente que procurava um Bebê Diabo nascido nas cidades de Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, no agreste pernambucano.
Se eu tivesse tempo e dinheiro, iria até essas cidades para investigar o caso, bem no estilo agente Mulder. Mas como tanto o tempo quanto o dinheiro estão escassos, o que deu para fazer foi uma busca na própria internet.
Os relatos, como dá para imaginar, são incompletos e confusos. Mas a origem é a mesma do Bebê Diabo original (aquele criado pelo Notícias Populares na década de 70): um suposto nascimento de uma criança com má formação.
O ‘diabinho’ de Toritama (ou Santa Cruz do Capibaribe) tem inclusive fotos, com uma cara de montagem, que não vou postar aqui por que são de extremo mau gosto. Na imprensa oficial, nenhuma linha foi escrita sobre o fato. Mas blogs locais relataram, como o Patrulha do Agreste e o Dália Net.
Se alguém tiver mais informações, pode me passar que eu publico aqui. Se alguém quiser investigar, alguns dados de Toritama (obrigado, Wikipedia): a cidade tem 30 mil habitantes, é vizinha de Caruaru e é conhecida pela produção de jeans. Já a cidade de Santa Cruz do Capibaribe tem 80 mil habitantes, faz divisa com a Paraíba e tem e abriga o maior parque de confecções da América Latina. Bon voyage!
Não deu nem para ficar com raiva. Nestes dias em que absolutamente nada dá certo, ter raiva é desperdício. Resta sentar e esperar o tempo passar até o último apito. Ir embora mais cedo não é opção, já que alguns destinos são imutáveis.
Sei que vai ter gente dizendo que foi culpa minha, que sou pé-frio e coisa e tal. Concordo que meu retrospecto no estádio está abaixo do que eu mesmo esperava, mas como me culpar pelas bolas nas costas dos laterais, pelas falhas de marcação, pela falta de garra, pelos cruzamentos errados e pelos chutes para fora?
O que fica é a sensação de que pelo menos o domingo não foi trancado dentro do apartamento. Mesmo com o céu cinzento, a ameaça de chuva e o frio desse inverno sem fim a caminhada de 17 minutos até o Pacaembu foi revigorante, cheia de ansiedade e adrenalina. Ouvir o burburinho distante da torcida no meio do caminho é um chamado, um cântico de reconhecimento, um ritual entre os que são da mesma espécie. É vida, afinal.
E os pequenos detalhes aparecem e fazem a diferença. Um pedaço de chocolate oferecido por um estranho, a cumplicidade na decepção, o raro momento de alegria em uníssono, a descoberta de um novo lugar ali na esquina. Tudo isso ao preço de um copo de água.
O campeonato agora acabou. O objetivo agora é secar Palmeiras e São Paulo. Está difícil. Torcer por Inter ou Goiás é quase imoral. Torcer pelo Atlético-MG é perder tempo e paciência. Sobrou o Grêmio, irmão mosqueteiro. E ao Corinthians fica a chance de arrumar o time para o ano que vem. E atrapalhar os rivais. A começar no próximo domingo. Porque não dá para acreditar que tudo vai sair tão errado como hoje, que não deu nem para ficar com raiva.
I’ve watched the stars fall silent from your eyes. Oh the sights that I have seen. I can’t believe that I believed, I wish that you could see There’s a new planet in the solar system. There is nothing up my sleeve.
I’m pushing an elephant up the stairs I’m tossing off punchlines that were never there Over my shoulder a piano falls, Crashing to the ground.
In all this talk of time, talk is fine. But I don’t want to stay around. Why can’t we pantomime Just close our eyes and sleep sweet dreams me and you with wings on our feet?
I’m pushing an elephant up the stairs I’m tossing off punchlines that were never there Over my shoulder a piano falls, Crashing to the ground.
I’m breaking through I’m bending spoons I’m keeping flowers in full bloom I’m looking for answers from the great beyond
I want the hummingbirds, a dancing bear, The sweetest dreams of you. I’m looking to the stars I’m looking to the moon.
I’m pushing an elephant up the stairs I’m tossing off punchlines that were never there Over my shoulder a piano falls, Crashing to the ground.
I’m breaking through I’m bending spoons I’m keeping flowers in full bloom I’m looking for answers from the great beyond.
P.S.: O vídeo é da primeira noite de shows do REM em São Paulo em novembro do ano passado